ANTONIO CÍCERO DA SILVA - POETA

Venham meus amigos e degustem a saborosa literatura…

23 de fevereiro de 2008

CABANA NA ROÇA

Antonio Cícero da Silva

 

A cabana na roça

É a minha segunda casa

Na realidade é uma palhoça

Onde a solidão me abraça.

Passo por lá toda a semana

Por força do trabalho

A natureza me ama

Pra me deitar quebro galhos

Mas será que amo a natureza

Fazendo camas de folhas?

Mas faço com delicadeza

Elas me massageiam, são fofas.

A lagartixa me olha agitada

Balança a cabeça

Informa-me que uma cobra

De mim se aproxima.

Ao entender a mensagem

Levanto-me a correr

A cobra estava só de passagem

Não pretendia me acometer.

Vida difícil a minha

E não vejo à frente grande horizonte

É para frente que se caminha

Mas em frente irei até onde?

Onde está o governante?

Que falou em me ajudar?

Isto ele falou, ontem

E hoje…irá de mim se lembrar?

 

Poema publicado no livro: ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS, vol. 42 (CBJE) janeiro/2008

 

 

 

criado por acicero3797    18:27 — Arquivado em: POESIA

20 de fevereiro de 2008

DESEJOS

Antonio Cícero da Silva

 

Ah, se eu pudesse voar

Para aquela flor retirar

Para te presentear

Somente assim irias me amar.

 

Ah, se tu me amasses

Mas é muito difícil este lance

Não olhas para mim, nem com disfarce

Ah, se tu de mim te lembrasses.

 

Ah, como seria bom ter o teu amor

Tudo seria bem melhor

Mas de mim tu não gostaste

Na minha garganta surgiu um nó.

 

Ah, se eu novamente te encontrasse

Falaria muito do meu amor

Ou de mim, tu outra vez te lembrasses

Esperando por ti eu estou.

 

Ah, como é boa a vida dos pássaros

Ao semear flores em flores

Voando de árvore em árvore

Das selvas são doutores.

 

Ah, como bom seria

Que tudo de bom acontecesse

Se quando amanhecesse o dia

Eu avistasse o rosto da magia.

 

Ah, como é bom amar

Faz bem ao coração

Permite à vida boas coisas nos dar

Jamais vivemos em vão.

 

Ah, se eu fosse um passarinho

Viveria a voar por aí

Conheceria as matas e campinas

Vendo as coisas lindas fluindo e florindo.

 

Ah, se eu pudesse bem alto voar

Para das mais altas árvores te ver

Exalar o mais puro ar

E muito contente permanecer.   

 

Do livro: ONDE ESTAIS? (CBJE) 2006

 

criado por acicero3797    22:16 — Arquivado em: POESIA
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