23 de fevereiro de 2008
CABANA NA ROÇA
Antonio Cícero da Silva
A cabana na roça
É a minha segunda casa
Na realidade é uma palhoça
Onde a solidão me abraça.
Passo por lá toda a semana
Por força do trabalho
A natureza me ama
Pra me deitar quebro galhos
Mas será que amo a natureza
Fazendo camas de folhas?
Mas faço com delicadeza
Elas me massageiam, são fofas.
A lagartixa me olha agitada
Balança a cabeça
Informa-me que uma cobra
De mim se aproxima.
Ao entender a mensagem
Levanto-me a correr
A cobra estava só de passagem
Não pretendia me acometer.
Vida difícil a minha
E não vejo à frente grande horizonte
É para frente que se caminha
Mas em frente irei até onde?
Onde está o governante?
Que falou em me ajudar?
Isto ele falou, ontem
E hoje…irá de mim se lembrar?
Poema publicado no livro: ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS, vol. 42 (CBJE) janeiro/2008

criado por acicero3797
18:27 — Arquivado em: 

Comentário por laah_pikena — 23 de fevereiro de 2008 @ 18:36
husahsuahsua
que legal o poema
gosteeei . !
=)