ANTONIO CÍCERO DA SILVA - POETA

Venham meus amigos e degustem a saborosa literatura…

25 de novembro de 2007

A FITA

Antonio Cícero da Silva

 

Em uma pequena e humilde cidade, houve um grande escândalo entre pessoas de alto escalão. Nele, estavam envolvidos: Fazendeiros, comerciantes e doutores, sendo dos bem mais reconhecidos e respeitados em toda a região, como profissionais exemplos do povo. Eram pessoas, homens e mulheres, símbolos da prosperidade. Como eram dos maiores em situações financeiras, a maioria dos trabalhadores da cidade, pertenciam aos determinados poderosos. A maioria dos envolvidos no citado escândalo, eram pessoas de caráter e níveis elevados. E por ser a cidade muito pequena, todos os moradores já tinham conhecimentos de todos os fatos ocorridos. Mas ninguém ousava falar, por tratar-se de caso de fidalgos, que por não terem maiores cuidados com suas próprias reputações, vieram a caírem em más notícias e situações, das mais escabrosas. Foram abertas sindicâncias para a devida apuração do caso, mas como pessoa alguma ousava falar no assunto, tornava-se de caráter difícil, para as equipes responsáveis, pelo árduo serviço. E a cada dia em que se passava, a mau notícia se alastrava por todas as cidades circunvizinhas. E as autoridades, interessadas pelo assunto, trabalhavam com o mais aplicado afinco, com o objetivo de elucidar ao tão alarmante caso. Mas a cada fraca pista em que encontravam, com o prosseguimento das investigações e depois de checadas, levavam os agentes, a nada. Investigadores assíduos pelo dever, não descansavam, mas era se como inquirissem a fantasmas, uma vez que na realidade, até o momento, tudo se tratava de apenas, fortes comentários. Naquela cidade, as pessoas gostavam muitíssimo de festas, não se importando com as condições financeiras e familiares, de cada família. E tais estranhos assuntos, eram diferentes aos festivos acontecimentos. Alguém falou em bares da cidade, que em uma das festas, o fazendeiro Chico havia passado a mão na mulher do doutor Joaquim, que havia correspondido com lindos e calorosos olhares, enquanto dançavam. Saiu inclusive, a estória, de que alguém possuía uma fita, onde estavam registradas aquela e outras ocorrências, referentes a acontecimentos daquela natureza, entre os mais fidalgos moradores, da cidade. Mas onde encontrar a tal fita? Era essa a pergunta sem resposta, de todos os envolvidos nos escândalos, que muito sofriam com aquilo. O doutor Joaquim, recebeu um telefonema de uma pessoa que não quis se identificar, onde procurava extorquir o profissional. Mas com tantas perguntas proferidas pelo doutor, o locutor passou a desligar o telefone, aparentando ter ficado nervoso. E como o estranho havia falado ao telefone que tinha a fita, o doutor falou ao delegado, que passou a monitorar com mais cuidados aos serviços, referente ao tal caso. E escalou vários dos seus agentes, para trabalharem no alarmante caso, que tornou-se em escândalo. Na cidade, havia um rapazinho muito inteligente nas áreas de pesquisas em geral e passou a se interessar pelo assunto, que assim, passava valiosas informações naquele caso para a autoridade, que por sua vez, aceitava sua colaboração. 

- Pires, entendeu realmente o que falavam que irão aprontar?

- Não sei, seu delegado, eles falavam que irão se dar bem…

- Pires, venha tomar um café comigo, enquanto continuaremos com o papo.

- Oh! Não. Seu delegado, não sou digno… de…

- Claro que é. Você é meu colaborador. Mas ninguém pode saber. Esse é um segredo, entre nós.

- Tudo bem…

- Pires, te falo claro. Assim como você não conta para ninguém dos seus diversos conhecimentos, por ser um menino divinamente esperto, também não pode contar para quem quer que seja, que tem colaborado comigo. Somente não esconda estes fatos, do seu pai. Entendeu?

- Sim, senhor delegado…

E por um instante, os dois fingiram se esquecerem do assunto, passando a falarem nas escolas e assuntos diversos, de maneira que, o homem ficava muito surpreso, por não entender de onde um garoto ainda tão novo e de família humilde, havia já adquirido tantos conhecimentos. O menino era realmente, uma rica enciclopédia, um cérebro perfeito, para a época. Era um gênio. Um crânio. A autoridade, jamais pretendia usar o menino para serviços, por ser ainda tão pequenino e mesmo, por não ser policial. Mas enquanto falavam, o menino viu um homem que passava apressado bem próximo dos mesmos e pediu ao delegado, para segui-lo, fato que foi aceito de pronto. Enquanto seguiam o suspeito, o Pires informava aos policiais, que aquele homem tinha alguma coisa a ver, com a fita. E realmente, puderam com facilidades, comprovar. O homem entrou em uma casa e ao sair, vinha com um pequeno objeto nas mãos, que ao ser abordado pelos agentes, estava com a fita, que não tinha nada registrado e ao ser inquirido, após tomar conhecimentos que havia sido aeguido em todos os dias, se bem, que não sabia ter sido pelo menino, resolveu confessar que tudo aquilo não passava de uma farsa, com o objetivo de extorsão… e foi assim, tudo comprovado…

 

*Conto premiado em "SEGUNDO LUGAR", no concurso "FLORADA DE EMOÇÕES" (Celeiro de Escritores), 2006 - Santos/SP

* PUBLICADO na ANTOLOGIA "FLORADA DE EMOÇÕES" Arte Poética Contemporânea 2006 (Celeiro de Escritores).  

 

       

 

      

                  

criado por acicero3797    17:39 — Arquivado em: CONTOS

ESTÃO ACABANDO COM NOSSAS FLORESTAS

Antonio Cícero da Silva

 

Imagens colhidas, da INTERNET

 

Existem vários fatores

que não poderiam acontecer…

Pessoas queimando as matas…

Isto não deveriam fazer.

Você vai guiando seu carro

e joga uma ponta de cigarro

pela janela

não sabe quantas vidas

vão desaparecer por causa dela.

Você vai acampar ou pescar…

E não procura raciocinar…

Fazendo um fogo em qualquer lugar

grande mal irá causar.

Grande mal irá causar

à flora e a floresta…

Pense um pouco e imagine

sobre as demais causas diversas.

Pessoas podem morrer

bem como animais e plantas…

Portanto tenha cuidado

não faças asneiras tantas.

Ao deixar o local do fogo

deixe o mesmo apagado…

Por que só assim você

sairá sossegado.

 

PUBLICADO: No "JORNAL DO GUARDA CHUVA"

do extinto Banco Nacional S/A,

em outubro de 1989.

  

 

criado por acicero3797    12:39 — Arquivado em: POESIA

POR QUE FUMAR?

Antonio Cícero da Silva 

Imagem colhida da INTERNET

O fumo faz mal à saúde

Você bem que sabe disso

Não Pratique estas asneiras

Pois vai ter grande prejuízo.

 

O fumo faz mal à saúde

Não se iluda com ele

Pois assim desta maneira

Vai morrer por causa dele.

 

O fumo polui seu organismo

E polui o ar também

Sendo assim desta maneira

Conseguirá matar mais alguém.

 

O fumo é uma ilusão que você

Não quer largar

Mais com um pouco de esforço

Você conseguirá…

 

PUBLICADO: "No "JORNAL DO GUARDA CHUVA",

do extinto "Banco Nacional S/A"

em novembro de 1989.

 

 

 

 

 

criado por acicero3797    12:17 — Arquivado em: POESIA

16 de novembro de 2007

SIM, É NATAL

Antonio Cícero da Silva

 

O nascimento de Jesus

O Príncipe da paz

Que veio ao mundo

Sem pecados Ele veio

E voltou limpíssimo,

Aos céus.

Foi recebido pelo pai

E os anjos,

Glorioso e triunfante

Jesus Cristo,

O Mestre, nasceu

E renasce no coração

Do homem, mulher

E meninos, que a Ele

Buscam…

   

 

 

criado por acicero3797    21:14 — Arquivado em: POESIA

18 de outubro de 2007

A VIDA É CURTA

Antonio Cícero da Silva

 

A vida é muito curta

Todos sabemos disso

E muitos a ela encurtam

É um grande desperdício.

A vida é passageira

Surge e desaparece

É a maior das belezas

E a todos envaidece.

Nascemos e morremos

É o círculo da vida

Uns vivem mais, outros menos

É assim a nossa lida.

A vida nos é doada

Para cumprirmos com a nossa parte

É por nós administrada

Para prestarmos conta à majestade.

Aproveitamos bem a vida

Com amor, par e tranquilidade

Por existir a vinda e a ida

Deixamos a quem fica, a saudade.

Socialmente sabemos viver

Em perfeita harmonia

É bom assim ser

Sempre criando alegria.

A vida é muito curta

Devemos aproveita-la

Mesmo enfrentando as lutas

Aprendemos gerencia-la.

 

 

 

 

 

criado por acicero3797    19:58 — Arquivado em: POESIA

NATAL EM BELMONTE

Antonio Cícero da Silva

 

Com a cidade florida, iluminada

Tudo ficou muito lindo

O ar parecia dar risadas

E a noite brilhante me consumindo.

 

Em São José do Belmonte

Passei um gostoso Natal

E em Bom Nome, olhando para o monte

Falava com Jesus, Rei Eternal.

 

Com o coração a forte bater

No meu peito a explodir

Bem melhor, eu pretendia ser

E falando passei a insistir.

 

Por ser a cidade pequena,

Passeei por toda ela

Que estava linda, serena

Como uma perfeita donzela.

 

Aquela pacata cidade

No sertão pernambucano

É minha grande beldade

Lugar que muito amo.

 

  

criado por acicero3797    19:47 — Arquivado em: POESIA

30 de setembro de 2007

A PEDRA DO REINO ANCANTADO

Antonio Cícero da Silva

 

 Ambas as imagens, foram colhidas da Internet .    (Manifestações populares)

Em São José do Belmonte

Surgiram duas grandes pedras

Que muitos mistérios escondem

Desde outras eras.

 

As pedras do Reino Encantado

De acordo com o profeta

Que falou de resultados

Brilhantes para a terra.

 

Uma ao lado da outra

Como dois grandes marcos

Como o rei e a rainha

Atentos em favor dos fracos.

 

Muitas vezes lavadas com sangue

De crianças inocentes e moças virgens

Que em tremendos desesperos

Esperavam pelas origens.

 

Aguardavam o retorno do reino

Através do seu desaparecido rei

Que mesmo com reais pesadelos

Crucificavam seus herdeiros.

 

O profeta foi morto

E o rei nunca apareceu

O reino continua perdido

E com isso muita gente morreu.

 

No sertão pernambucano

Na Serra do Catolé

Está a Pedra do Reino

Firme, forte e de pé.

 

Poema: Publicado, no livro: "PEDAÇOS DE MIM" (CBJE) 2007 - Rio de Janeiro/RJ/Brasil.

 www.camarabrasileira.com/ondeestais.htm

 

"Fotos da cidade de São José do Belmonte/Pernambuco/Brasil".

(Todos os devidos créditos são do fotógrafo.)

  

 

 

   

 

 

criado por acicero3797    14:29 — Arquivado em: POESIA

SINTO SAUDADES

Antonio Cícero da Silva

 Imagem colhida da internet

Sinto saudades

dos nossos beijos

que ainda os desejo.

 

criado por acicero3797    9:54 — Arquivado em: poetrix

NUA AO LUAR

Antonio Cícero da Silva

 Imagem colhida da Internet

Ela estava nua ao luar

e tranquilamente a me esperar

que não demorei a chegar…

 

criado por acicero3797    9:51 — Arquivado em: poetrix

SOMENTE SAUDADES

Antonio Cícero da Silva

Somente ficou saudades

De momentos tão aconchegantes

Daqueles melhores do mundo

Vividos pelos amantes.

Saudades foi o que ficou

E hoje vivo a sofrer

Ao lembrar do teu amor

Até penso que vou morrer.

As saudades me machucam

Tiram-me até o fôlego

Tristes momentos me facultam

E entro em alvoroço.

Quando beijava o seu pescoço

Quando era tão lindo

Eu vivia no bom colosso

E contente, muito sorrindo.

 

 

criado por acicero3797    9:40 — Arquivado em: POESIA
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